terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Advogado e professor universitário é preso por suspeita de abuso de menor

Foi preso na manhã desta segunda-feira (9), no município de Parnaguá, um renomado advogado e professor universitário, suspeito de estupro de vulnerável. A polícia civil já havia cumprido um mandado de busca e apreensão em  junho de 2016, em sua residência no município de Corrente, durante as investigações iniciadas a partir de denúncia de estupro de dois adolescentes próximos de sua família.
Na ocasião, no ano passado, o fato gerou grande comoção na comunidade, pois além de se destacar como advogado e ser um excelente professor, segundo seus alunos, o mesmo participava ativamente de atividades religiosas na região. Após o ocorrido, o advogado solicitou o desligamento da Universidade Estadual do Piauí, Campus Corrente, sob alegação de que havia passado em concurso público no estado da Bahia.
Durante a sua prisão, feita pela polícia civil na manhã de hoje, o suspeito não apresentou resistência. De acordo com o presidente da OAB, Subseção Corrente, Ismael Paraguai, o procedimento foi acompanhado pela Ordem. “Estivemos presentes para garantir que as prerrogativas do advogado fossem cumpridas, e de fato foram. Nosso papel se encerra aqui e a sua defesa deverá ser feita por advogado contratado por ele”, afirmou Paraguai.
Sua prisão preventiva foi concedida pela justiça após o surgimento de mais uma vítima durante as investigações. O suspeito encontra-se no 7ª Batalhão de Polícia Militar de Corrente e a previsão é de que seja encaminhado para o quartel do Comando Geral em Teresina.

Fonte: Portal Corrente

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Congresso das Cidades vai orientar prefeitos a captar e investir recursos

Os prefeitos do Piauí terão uma oportunidade única de se capacitarem para enfrentar os desafios dos 4 anos de mandato. O Congresso das Cidades, lançado nesta quarta-feira (4) pela TV Cidade Verde, em parceria com Governo do Estado e o Sebrae, vai tirar dúvidas dos gestores e assessores sobre vários assuntos, como a elaboração de projetos que auxiliam na captação de recursos.
O evento vai acontecer de 13 a 15 de fevereiro de 2016, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Piauí (FIEPI), e tem apoio da Associação Piauiense de Municípios (APPM), Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE) e do Conselho Nacional do Sesi.
“É uma oportunidade única tanto para os prefeitos eleitos, como para os novatos. Vamos ter a abertura, no segundo dia teremos oficina com o oportunidade de capacitar e orientar os gestores e as equipes técnicas com noções de como organizar um projeto, como fazer a licitação, a prestação de contas, como captar recursos em relação às várias fontes que o governo federal disponibiliza”, disse o superintendente da Caixa, Elizomar Guimarães, durante entrevista ao Jornal do Piauí.
A Caixa vai participar do Congresso e tem como principal objetivo auxiliar os prefeitos na elaboração desses projetos. “Nós sabemos que os recursos são extremamente limitados. Quem tiver uma equipe técnica qualificada e tiver condição de preparar o projeto e apresentar, sairá na frente dos demais”, destaca o superintendente.
Segundo ele, com a atuação de deputados federais e senadores, os recursos chegam aos municípios, mas muitas vezes se tornam insuficientes por conta do tempo perdido na elaboração de projetos.
“O recurso vem, mas muitas vezes o município não consegue entregar o projeto como se precisa ser entregue, quanto a documentação necessária. Aí termina você levando 2 anos para começar a utilizar os recursos e, muitas vezes, os recursos já não são mais suficientes para executar o referido projeto. Queremos tirar essa dificuldade da maioria dos municípios”, afirmou.
Fotos: Roberta Aline
O superintendente destaca ainda que em momento de crise, novas alternativas devem ser criadas para o enfrentamento das dificuldades. “No momento de vacas gordas, todo mundo é bom gestor. Agora no momento que estamos vivendo, um momento diferente, o que é mais importante é buscar a eficiência na gestão. Sem a informação e sem a formação das pessoas que trabalham na administração pública, você não consegue encontrar alternativas de viabilidade da gestão. Em momento de crise, a iniciativa privada busca capacitação, na gestão pública não pode ser diferente. Participar de um congresso, onde você terá palestrantes de renome nacional no que diz respeito a gestão pública, capacitação, captação de recursos, só ajuda, Você vai sair de lá após três dias com uma outra visão para melhorar o seu município”, afirma.
Guimarães revelou um dado alarmante. Segundo ele, em 2016, a Caixa quase não realizou parcerias com municípios por falta de interesse e qualificação. 
“Em 2016 nós investimos no segmento imobiliário praticamente R$ 700 milhões e quase não tivemos parcerias com o setor público. Qualquer município pode se tornar parceiro. Temos devolvido recursos, pois as prefeituras não tem a capacidade para captá-los”, alertou.
A inscrição para participar do evento é gratuita para o prefeito e cinco assessores de cada município e estará disponível no site do evento, a partir do dia 09 de janeiro de 2016.  

Fonte: CidadeVerde

Prefeito Léo Matos decreta estado de emergência em Gilbués

Após tomar posse da Prefeitura Municipal de Gilbués e receber uma cidade sucateada, o prefeito Leonardo de Morais Matos (PPL), decretou estado de emergência no município. O decreto cita as péssimas condições dos prédios públicos, a ausência de banco de dados, o atraso no pagamento dos servidores,atraso no pagamento das faturas dos serviços públicos, paralisação dos serviços de limpeza e deterioração da frota de veículos do município, dentre outros fatores. O decreto é válido por 60 dias e foi assinado em 02 de janeiro de 2017.












segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Jesualdo Cavalcanti sai da prefeitura e deixa R$ 3,5 milhões em caixa

Jesualdo Cavalcanti Barros, prefeito de Corrente entre os anos de 2013 e 2016, encerrou seu mandato sem qualquer dívida com fornecedores ou dívidas trabalhistas, ao contrário da grande maioria dos municípios brasileiros. Como se não bastasse, o gestor entregou a prefeitura com mais de R$ 3,5 milhões nas contas bancárias municipais, dando fôlego ao novo gestor para que a máquina pública não pare um dia sequer, garantindo a continuidade de todos os serviços.
Nas contas do Banco do Brasil, são R$ 1.614.216,84 (um milhão, seiscentos e quatorze mil, duzendos e dezesseis reais e oitenta e quatro centavos), sendo destes R$ 639 mil do repasse do FPM, valores do COSIP e impostos, além de convênios para calçamentos, mais de R$ 200 mil reais, e um convênio com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural (SDR), no valor de R$ 319 mil reais, para a construção de barragens. Na Caixa Econômica Federal, são mais R$ 1.894.143,57 (um milhão, oitocentos e noventa e quatro mil, cento e quarenta e três reais e cinquenta e sete centavos). O total, somando as duas contas, são R$ 3.508.360,41 (três milhões, quinhentos e oito mil, trezentos e sessenta reais e quarenta e um centavos).
Questionado sobre a "mágica" na gestão, que foi na contramão da realidade política e econômica do país, Cavalcanti é enfático: "Não existe mágica; o que eu fiz foi gastar o que podia gastar e não furtei nem deixei furtar!".
Confira abaixo os extratos:
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domingo, 1 de janeiro de 2017

Municípios começam o ano com mais dívidas, peso da folha e menor previsão de receita

Numa transição durante a pior recessão da História do país, os prefeitos de quase metade das capitais brasileiras assumem hoje municípios em que a dívida cresceu mais que a receita entre 2015 e 2016. O que aguarda esses gestores neste novo ano, não só nas capitais mas também nas cidades de menor porte, é um cenário de dificuldades para pagar servidores e fornecedores, e para realizar novos investimentos, como obras de infraestrutura urbana.
Em nove capitais, levantamento do GLOBO em dados do Tesouro Nacional mostra que, nesse período, piorou a relação entre a dívida e a receita: na maior parte dos casos, a receita até cresceu, mas a dívida aumentou mais. Os efeitos da crise também aparecem na parcela da receita municipal que os novos prefeitos terão de destinar para pagar pessoal. Entre 2014 e 2016, mais do que dobrou o percentual de municípios com mais de 200 mil habitantes que, nesse quesito, desrespeitaram a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), comprometendo mais de 60% da receita com pagamento de pessoal, segundo estudo do economista Raul Velloso.
Além disso, em pelo menos dez capitais, como Belo Horizonte, Natal, Florianópolis e Rio, houve queda na previsão de receita entre 2016 e 2017, na comparação entre a receita prevista nos orçamentos municipais de 2016 e a que consta nos orçamentos das capitais para 2017. Se for considerada a inflação, há queda de previsão de receita na maioria das capitais.
O economista José Roberto Afonso, da Fundação Getulio Vargas, recomenda que os novos prefeitos invistam na profissionalização da gestão e não esperem repasses de estados e União. Como agravante para os pequenos municípios, ele cita o atual quadro de inflação baixa:
— A inflação alta é recurso importante para pequenas prefeituras, sobretudo do interior. Como se financiam? Elas atrasam pagamento de fornecedores, não reajustam contratos, não dão reajuste de salário e deixam a inflação corroer. Só que agora estamos em situação atípica, a inflação está muito baixa, e a recessão derruba a arrecadação.
 
Para tentar aumentar receita, Afonso diz que as prefeituras deveriam ser mais eficientes na cobrança do IPTU, da taxa de coleta de lixo e da contribuição de iluminação pública:
— No Brasil, hoje, a arrecadação de IPVA é 40% maior do que do IPTU. É absurdo. Obviamente, os carros não valem mais do que os imóveis.
De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), pelo menos 500 prefeituras, aproximadamente, informaram no fim de novembro que estão com atraso no pagamento de salários dos servidores. Já o pagamento de fornecedores por parte dos municípios, diz a CNM, está com atraso, em média, de oito meses.
— No pacto federativo, o que tem de ser revisto, mais do que apenas a redistribuição de receita de impostos entre os três níveis de governo, é a redistribuição de atribuições. Ainda não está caindo a ficha de que não teremos dinheiro novo por 20 anos (com a aprovação da PEC dos gastos), mas as prefeituras terão de continuar a oferecer creche, piso do magistério, unidade de Saúde. A União é o 3º andar do prédio que não vê aqui embaixo. Cria serviços para os municípios por parte de programas federais que as prefeituras executam, mas há bilhões de reais que a União deve aos municípios e que coloca como restos a pagar — diz o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski. — Os prefeitos podem aumentar impostos, mas o imposto municipal é muito mais direto para a população, então a pressão é maior. O estado aumenta ICMS e ninguém fala, está embutido nos produtos; mas tenta o prefeito subir o IPTU para ver.
Segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional, piorou a relação entre dívida e receita em Cuiabá, Porto Alegre, Manaus, Florianópolis, Recife, Aracaju, Natal, Porto Velho e Belém (na comparação entre o segundo quadrimestre de 2015 e o mesmo período de 2016). Belém foi a única onde a receita caiu e a dívida cresceu. Nas outras, a receita até subiu, mas a dívida aumentou mais.
Esses dados levam em conta a chamada dívida consolidada líquida (toda a dívida municipal, excluindo-se os restos a pagar e o dinheiro disponível em caixa) e a receita corrente líquida (que inclui receita tributária e de transferências correntes recebidas pelas prefeituras, excluindo, por exemplo, contribuições previdenciárias), e não consideram reajuste pela inflação.
Em estudo realizado com base também em dados do Tesouro Nacional, o economista e consultor de contas públicas Raul Velloso aponta que, entre 2014 e 2016, o percentual de municípios com mais de 200 mil habitantes que passaram a gastar com pessoal mais do que o permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (que estabelece limite de 60% da receita corrente líquida) foi de 6,4% desse conjunto de cidades para 20,3%.
Velloso também destaca que, nesse conjunto de municípios, de 2014 a 2016, houve queda real (acima da inflação) da receita, tanto da arrecadação de impostos quanto daquelas vindas de transferências correntes. No entanto, Velloso pondera que, diante dos serviços que os municípios precisam continuar a oferecer à população, e na recessão pela qual o país passa, um caminho seria a flexibilização das punições aos prefeitos previstas pela LRF.

Fonte: Portal AZ