sábado, 23 de maio de 2020

MPF dá 5 dias para governos comprovarem que ofertam cloroquina na rede pública

Kelston Pinheiro Lages, procurador regional dos Direitos dos Cidadãos no Piauí

O Ministério Público Federal firmou um acordo parcial com a União, governo do estado e prefeitura de Teresina e deu um prazo de cinco dias para que comprovem que os medicamentos - hidrocloroquina, azitromicina e outros - estão sendo disponibilizados na rede pública para o tratamento da covid-19.
O acordo foi firmado após audiências, mediadas pela juíza Marina Rocha Cavalcanti Barros Mendes, da 5ª Vara Federal, e com a presença de médicos, cientistas e autoridades públicas. Cerca de 100 pessoas participaram da audiência. 
O procurador regional dos Direitos dos Cidadãos no Piauí, Kelston Pinheiro Lages, avaliou como positiva o resultado das duas  audiências. 
"Avalio como positiva as audiências, houve acordo parcial. O pedido principal da ação está sendo atendidos, que é disponibilizar os medicamentos na rede pública. Agora, o estado, a prefeitura e a União terão cinco dias para comprovarem que estão disponibilizando os medicamentos", disse o procurador. 
Kelston Lages ingressou com ação civil pública para a inclusão da hidrocloroquina, da azitromicina e de anticoagulante, além de corticoides, no protocolo de tratamento de pacientes com covid-19 ainda na fase precoce. 
Hoje, foi publicada a ata da reunião ( veja na íntegra aqui). A juíza Marina Cavalcanti considerou perda de objetos parte do pedido do MPF. Entre os pedidos negados está o treinamento dos médicos e disponibilizar os medicamentos. A magistrada informa que a nova portaria do governo federal, que mudou o protocolo de tratamento, atende os requisitos do MPF. 
O único pedido que não houve acordo é o de dar publicidade junto à população sobre o protocolo e da necessidade de procurar os postos de saúde 48 horas, após os primeiros sintomas.
"Na audiência os médicos deram declarações impactantes sobre os efeitos positivos do tratamento. São 23 países que estão adotando com sucesso. Lógico, o ideal seria a comprovação cientifica, existem estudos e não são definitivos, são preliminares e o Ministério Público não pode desprezar os fatos", disse.
Kelston Lages ressaltou que todos são "amantes da ciência" e que a população carente tem o direito de decidir também se quer ou não o tratamento. 
"O MPF não quer empurrar goela abaixo, queremos que seja disponibilizados os medicamentos e os médicos decidam sobre o uso ou não do tratamento".
Sobre a ação ter impacto nacional, Marina Cavalcanti negou o pedido do MPF. 


Fonte: CidadeVerde

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Piauí registra seis novas mortes por Covid e chega a 3.258 casos confirmados


O Piauí registrou, nesta sexta-feira (22), mais seis óbitos de pacientes infectados pelo novo coronavírus. O total de mortes chegou a 99 em todo o estado, e o número de casos confirmados é 3.258. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi). 
Pela manhã, a Prefeitura de Campo Maior confirmou a morte de um homem de 57 anos, que estava internado em Piripiri. Também perderam a vida outros quatro pacientes do sexo masculino de Inhuma (62 anos), Belém do Piauí (72 anos), Esperantina (77 anos) e Nazária (79 anos). Todos tinham alguma doença que os colocava em grupo de risco, como hipertensão, diabetes e cardiopatia. 
Em Teresina, uma idosa de 92 anos, que sofria do Mal de Alzheimer, também não resistiu ao novo coronavírus. 
Os resultados divulgados hoje são referentes a testes realizados em outras datas - os seis óbitos não ocorreram necessariamente no dia da divulgação. 
Casos confirmados
Foram 184 novos testes positivos no boletim da Sesapi, nesta sexta-feira (22), 102 do sexo feminino e 82 do sexo masculino. 
Entre os novos infectados, estão um bebê de um mês de vida e um paciente de 92 anos de idade. 
São mais de 3 mil casos confirmados em 130 dos 224 municípios do Piauí - Bocaina e Campo Largo do Piauí tiveram seus primeiros registros e entraram na lista. 
65% das vagas de UTI ocupadas
O número de pacientes internados continua a crescer - são 476 em todo o estado, enquanto 20 tiveram alta médica nas últimas 24 horas. 
Agora são 155 pacientes em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), o que representa 65,4% de ocupação dos leitos disponíveis para tratamento de covid-19. 

Fonte: CidadeVerde

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Piauí registra mais duas mortes e chega a 3 mil casos do novo coronavírus


O Piauí ultrapassou, nesta quinta-feira (21), a marca de 3 mil casos confirmados do novo coronavírus. Também foram confirmadas duas novas mortes de pacientes com a Covid-19. Os dados são do boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi). 
Foram confirmadas as mortes de uma mulher de 37 anos, de Teresina, que tinha obesidade, e outra de 70 anos, de Parnaíba, sem problemas de saúde que pudessem agravar seu estado. 
Foi a 46ª morte de paciente da capital, que tem metade dos óbitos do estado. Parnaíba confirmou seu sexto óbito e é a segunda cidade com mais perdas no Piauí por conta da Covid-19. 
O total de óbitos até agora é de 93. 
Novo recorde de casos
Pelo terceiro dia seguido, o boletim da Sesapi aponta recorde de casos confirmados em apenas um dia. Foram 197 na terça-feira, 215 na quarta-feira, e agora 222 novos testes positivos. 
Desde o primeiro caso, na metade de março, o Piauí acumula 3.074 testes positivos em 128 municípios - Capivão Gervásio entrou na lista, nesta quinta-feira. 
Dos novos testes, o mais novo tem apenas um ano de idade, e o mais velho, 99. A maioria é do sexo feminino (114). 
Situação hospitalar
Pela primeira vez, o Piauí ultrapassou os 400 leitos ocupados com pacientes suspeitos ou confirmados para covid-19. 
Dos 410 leitos ocupados, 140 são de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e três de estabilização. Pacientes com quadro menos grave ocupam 267 leitos clínicos - 20 a mais que no dia anterior. 
Outros oito pacientes tiveram alta médica - 330 no acumulado. 

Fonte: CidadeVerde

Prefeito em São Paulo adota o mesmo protocolo de Floriano e relata os resultados

Carlos Prado, prefeito de Porto Feliz

A cidade de Porto Feliz, no interior de São Paulo, vai na contramão de municípios do país que estão com o sistema de saúde colapsado devido à Covid-19. Mesmo com os casos crescentes da doença, os leitos de UTIs estão vazios e o médico e prefeito Carlos Prado atribui a situação favorável ao tratamento precoce dos pacientes com o mesmo protocolo usado em Floriano, no interior do Piauí, e que faz uso da hidroxicloroquina, azitromicina e corticoides.
"Os médicos estão usando nas minhas equipes sentinelas dos postos de saúde. Nós disponibilizamos os medicamentos citados pela doutora Marina Bucar [médica piauiense]. O médico tem a liberdade de tá prescrevendo e o paciente tem a liberdade de tomar ou não", disse Prado. 
De acordo com o prefeito, o protocolo oferta um tratamento precoce contra a covid-19, nos primeiros sintomas, e tem dado bons resultados.
"Quando iniciamos o protocolo, o que a gente viu foi um agravamento dos casos muito menor. A UTI que chegou a ter oito pessoas internadas, conseguimos dar altas para a maioria deles e agora estamos sem nenhum caso na nossa UTI". 
O prefeito disse que nesta quinta-feira tinha apenas dois pacientes internados nos cerca de 80 leitos disponibilizados. 
Sobre a discussão sobre o uso da cloroquina, ele diz que "medicamento não é partida de futebol". 
"Não tem que tomar partido. Quem tem que resolver os medicamentos que vão ser dados aos pacientes, são os médicos, não é a imprensa, não são os políticos. Acho que os médicos devem decidir o melhor tratamento para seus pacientes. Os médicos daqui decidiram que o melhor protocolo precoce, para não arriscar a vida de seus pacientes, seria o protocolo desenvolvido pela doutora Marina Bucar", destacou Prado. 
Ele relata ainda que centenas de médicos no país têm utilizado o mesmo tratamento com sucesso. 
"Por quê eu vou privar os pacientes do SUS desses mesmos medicamentos. Vou disponibilizar e quem vai decidir quem usa ou não é o médico", defende Carlos Prado.
Em Porto Feliz, que tem cerca de 55 mil habitantes, o protocolo foi usado em aproximadamente 200 pacientes e desses 170 já tiveram alta.

Fonte: CidadeVerde

Marcelo diz que prorrogação de mandatos une os três senadores do Piauí

Ciro Nogueira, Elmano Férrer e Marcelo Castro, senadores pelo Piauí
A proposta é polêmica, mas une os senadores do Piauí. Pelo menos é o que diz o senador Marcelo Castro (MDB). Segundo ele, se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC)  do senador Elmano Férrer (Podemos), que defende a coincidência das eleições e a prorrogação dos mandatos até 2022, entrar em votação, os três senadores do Piauí votarão a favor.
Marcelo Castro afirma que os três parlamentares do estado defendem a coincidência dos pleitos como forma de fortalecer os partidos. O senador do MDB é autor de outra PEC, que garante ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o poder de decidir a data em será realizado o pleito municipal de 2020, garantindo a unificação das eleições. 
‘Posso dizer para todos, em especial aos prefeitos, que se a emenda do nosso colega Elmano Férrer for à votação, terá meu apoio. E evidentemente, que a minha emenda ficará como uma segunda alternativa, caso a emenda do Elmano não for aprovada. Se a emenda dele for aprovada, a minha perde o objeto. Se não for aprovada, iremos trabalhar para aprovar a minha emenda em que coincidiremos as eleições em 2026. Posso dizer que se a do Elmano entrar em votação, ele, Ciro e eu, votaremos a favor”, garante. 
Marcelo afirma que eleições de dois em dois anos é um prejuízo para o país. ‘Ninguém pode dizer quando vai terminar essa pandemia. Achei por bem conceder esse prazo, essa elasticidade. Minha emenda visa coincidir  as eleições. É uma luta que tenho desde sempre no Congresso. Acho que é um prejuízo fazer eleições de dois em dois anos porque fragmenta os partidos, tornando os partidos menos programáticos. Hoje o financiamento das campanhas é público. Então é muito mais prático e lógico, já que os recursos são sempre rasos, fazer uma eleição só ao invés de fazer duas que só faz enfraquecer os partidos’, afirmou. 

Fonte: CidadeVerde