terça-feira, 13 de outubro de 2020

Aprosoja: Piauí não cresce mais por falta de investimento


 

O presidente da Associação de Produtores de Soja do Piauí (Aprosoja), Alzir Neto, afirmou nesta terça-feira (13) que o Piauí só não cresce mais economicamente por falta de investimentos. No caso dos Cerrados, por exemplo, o presidente afirma que o problema das estradas atrapalha a chegada de insumos.

“Um volume muito grande de insumos que nós temos investindo nas áreas e não tem suportado. A nossa região nos últimos 10 anos cresceu acima de 15% e esse ano nós almejamos aí um crescimento a maior de 10%. Isso tudo por conta de investimentos, então, não está dando, não tem condição. Por que o Piauí não cresce mais? Por que a gente não consegue investir”, disse o presidente em entrevista à TV Cidade Verde.

O desabafo de Alzir Neto é em função do rompimento de uma estrada na Serra das Laranjeiras, entre as cidades de Currais, no interior do Piauí, ao entroncamento de acesso à Transcerrados. A área está intrafegável desde a segunda-feira (12) e isso pode atrasar a safra de grãos para 2021. 

Foto: reprodução WhatsApp

“Nós não conseguimos produzir mais, pois não conseguimos investir. As mineradoras não conseguem entregar. As transportadoras não querem ir pra região. O estado não cresce por conta disso. É uma matemática simples. Como é que eu vou produzir se eu não tenho os insumos? O volume de caminhões é muito alto. Nós estamos falando da rodovia fundamental para o Piauí”, declarou.

“Isso se repete em todo o Cerrado, desde a Transcerrados, da 391, 392. É exatamente igual para todos os trechos que demandam investimentos”, acrescentou.

O rompimento da estrada foi causado pela chuva, O trecho comprometido é de cerca de 45 km e com a estrada intrafegável, o desvio para chegar a Transcerrados é em média de 150 km.

Em nota, o Departamento de Estradas e Rodagens (DER) disse que dos 330 km da Transcerrados, mais de 80km já foram asfaltados. 

“No momento, neste trecho, estiveram equipes com obras em andamentos que adiantaram as fases de terraplanagem e quebra de rochas para retirada de desníveis da rodovia. As obras de asfaltamento - que interliga municípios de Currrais, Bom Jesus e Baixa Grande do Ribeiro - devem ser entregues totalmente pavimentadas até o início do próximo ano através do Pro Piauí”, informou o órgão.


Fonte: CidadeVerde

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Piauí volta a ter alta em óbitos por Covid-19 e governo teme 2ª onda de casos



Levantamento do consórcio de veículos de imprensa revelou nesta segunda-feira (12) que o Piauí perdeu o patamar de estabilidade na curva da média móvel de mortes. De acordo com as novas estatísticas, o estado está com casos em alta de óbito. Um crescimento de 32%.  

O Piauí estava com curva em estabilidade, ou seja, o número não apresentava alta nem queda representativa em comparação com os 14 dias anteriores.

O estado passou 15 semanas com registro de queda de mortes e na última semana voltou a crescer. 

Ontem, a Secretaria Estadual de Saúde  (Sesapi) divulgou que mais 14 mortes por covid-19 foram registradas em um dia em 12 municípios do estado.

O Piauí tem 102 mil e 500 casos confirmados do novo coronavírus e 2.230 óbitos, com registro de 99mil 791 pacientes recuperados.

O governo informou ao Cidadeverde.com que fará novo alerta e estuda alternativas para evitar uma segunda onda de casos. Para o governo, o crescimento de óbito se deve ao relaxamento da população, com reabertura de bares e restaurantes e retomada econômica.

Outro fator que agravou foi a campanha eleitoral. Há muita aglomeração e registro de pessoas sem uso de máscara na capital e interior do estado.

Foto: reprodução Consórcio de veículos

 


Fonte: CidadeVerde

 

domingo, 11 de outubro de 2020

Piauí atinge a 5ª posição no ranking de focos de queimadas no Brasil


 O estado do Piauí passou a ocupar a 5ª colocação em quantidade de focos de queimadas no Brasil durante o mês de outubro. De acordo com dados do sistema de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Estado registrou nos 11 primeiros dias deste mês 2167 focos. 

O número já é bem próximo ao registrado em todo o mês de setembro, quando, de acordo com o Inpe, o Piauí registrou 2772 focos de queimadas. 

Em Outubro, o Piauí só perde para os estados de Mato Grosso (3518), Pará (2847), Bahia (2741) e Minas Gerais (2199).

O aumento do índice de queimadas no Piauí coincide com o início do chamado B-R-O Bró, que compreende os meses de setembro a dezembro, e que é marcado pelo aumento de temperaturas e baixa umidade do ar. O período também coincide com a temporada do plantio na região nordeste, quando agricultores costumam realizar pequenas queimadas para preparar o solo. 

Apesar de sazonal, a situação preocupa o Corpo de Bombeiros e autoridades municipais. 

Municípios mais atingidos 

No Piauí, o município com maior índice de queimadas no mês de outubro é Canto do Buriti, distante cerca de 400 Km da capital. Com 189 focos somente esse mês, o município ocupa a 11ª posição do país no ranking de queimadas por município no mês de outubro. 

Os municípios de Baixa Grande do Ribeiro e Pajeú do Piauí dividem a segunda posição, com 127 focos de queimadas cada, somente no mês de outubro. 

A situação também é preocupante em Brejo do Piauí, que registra 104 focos; e Santa Filomena, que registra 91 focos no mês de outubro. 

 

Fonte: CidadeVerde

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Ministério da Agricultura encontra fungos, ácaros e bactérias em sementes da China


Técnicos do Ministério da Agricultura (Mapa) identificaram diferentes tipos de microrganismos, como fungos, ácaros e bactérias, nas sementes que têm chegado de países asiáticos, principalmente da China, e entregues em diferentes endereços pelo Brasil. Os pacotes são enviados pelo correio, como brindes de outras compras feitas pela internet ou mesmo de forma aleatória, sem que o destinatário encomendado nada do exterior.


Desde agosto, quando um primeiro destinatário do Rio Grande do Sul notificou oficialmente as autoridades, o Mapa já recebeu 258 embalagens de moradores de quase todo o Brasil, número que tem crescido a cada dia. Apenas os estados do Maranhão e Amazonas ainda não possuem registros oficiais de recebimento dos pacotes. Na semana passada, a embaixada chinesa se pronunciou sobre o caso e disse ver indícios de fraude em etiquetas de sementes recebidas e se colocou à disposição para ajudar na investigação.

Até agora, 39 amostras provenientes de quatro países asiáticos já foram previamente analisadas pelos técnicos do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Goiânia (GO). Em 25 delas foram encontrados três diferentes tipos de fungos, uma delas continha uma espécie de ácaro vivo e em duas constatou-se a presença de uma bactéria.

Entre as espécies de sementes coletadas, quatro foram identificadas como possíveis pragas quarentenárias, ou seja, podem ser plantas daninhas.Como os técnicos não concluíram a análise completa das sementes, ainda não é possível dizer o risco de contato com o material. 

"Não temos elementos para afirmar que é uma ação intencional para introduzir algum organismo patogênico ou prejudicial para a agricultura, mas o risco existe, tanto é que os primeiros resultados apontam que precisamos aprofundar as investigações e chegar até a identificação das espécies", afirmou José Guilherme Leal, secretário de Defesa Agropecuária.

As sementes misteriosas podem ser uma ameaça à agricultura e ao meio ambiente brasileiros, já que novas espécies podem trazer consigo pragas, insetos e doenças ainda inexistentes no país. Assim, pode haver necessidade de controle com agrotóxicos, levando a uma maior contaminação ambiental e ao aumento de custos na produção agrícola.

As autoridades não excluem também potenciais perigos das sementes para os seres humanos. "Como é um material sem controle, não sabemos se foi tratado com algum produto químico ou se a semente é tóxica. Alguém distraído pode por a semente na boca, mastigar ou mesmo intoxicar um animal doméstico", ressaltou Leal. "Quando a gente trabalha com risco desconhecido, o alerta é máximo", completou Carlos Goulart, diretor de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas.

O Ministério e os órgãos estaduais têm orientado para que o material não seja aberto, descartado e utilizado. Quem receber as sementes deve contatar a instituição agrícola do seu estado ou a unidade do Mapa mais próxima para o recolhimento do produto.

Ainda que as tenha plantado, não é necessário se identificar para entregar as sementes, já que não haverá sanções. O Mapa quer saber apenas como o pacote chegou até o destinatário.
A apuração completa do material, que envolve o sequenciamento genético das plantas e o desenvolvimento dos microrganismos em laboratório para coleta suficiente de amostras, deve demorar pelo menos mais 30 dias, segundo o Mapa.

Chamou a atenção das autoridades sanitárias o aumento de apreensões já nos Correios de pacotes identificados com materiais sem certificação, incluindo sementes. Até o ano passado, eram em média 2.000 casos mensais. No primeiro semestre de 2020, o número subiu para 5.000 apreensões por mês.

Só neste ano, 33.700 embrulhos foram identificados como potencialmente ilegais. Entre eles, 26.111 foram destruídos e 2.383 devolvidos à origem. O restante dos 5.206 pacotes foi liberado mediante comprovação de certificação no Brasil.

"Houve sim alguma mudança no comportamento [de envio] dessas remessas postadas neste ano", disse José Luís Vargas, diretor de Serviços Técnicos.

O Ministério está em contato com órgãos fitossanitários dos países asiáticos que devem ajudar na identificação dos remetentes dos pacotes. Também tem trocado informações com países que já receberam esse tipo de remessa, como os Estados Unidos. Por enquanto, a investigação continua na esfera administrativa, mas pode envolver outros órgãos, como a Polícia Federal.

Outros países do mundo, como Portugal e Canadá, também já emitiram alertas sobre o recebimento de sementes da Ásia. Em julho, agricultores dos Estados Unidos denunciaram o caso.

Autoridades do país cogitam a hipótese de vendedores chineses usarem dados e endereços de consumidores americanos que compram pela internet para fazer vendas falsas e, com isso, aumentar a classificação positiva dos seus produtos em sites de compra e venda.

Essa estratégia é também conhecida como "brushing" e tem por objetivo inflar artificialmente o número de vendas da loja. Ao enviar produtos de baixo valor ou caixas vazias, a empresa burla o sistema que classifica as empresas por suas transações, alcançando uma melhor colocação no ranking.
Segundo o Mapa, entre os outros países que já avançaram na identificação dos produtos, a hipótese de prática de brushing não é a única trabalhada pelas autoridades.


Fonte: Folhapress, por KATNA BARAN

CNM parabeniza gestores pelo Dia do Prefeito, celebrado em 6 de outubro


 Eleitos a cada 4 anos para chefiar o Executivo local, os prefeitos são responsáveis por gerir os Municípios, zelando pela boa administração dos lugares onde vive nossa população. Em reconhecimento à grande responsabilidade da tarefa, em 6 de outubro é celebrado o Dia do Prefeito. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) parabeniza a todos que cumprem essa importante missão.

Especialmente neste ano, onde as dificuldades de recursos se somam ainda à crise sanitária da pandemia da Covid-19, a entidade destaca a força do movimento municipalista e dos gestores que, diariamente, têm de tomar decisões visando à manutenção dos serviços públicos e à qualidade de vida de seus munícipes.

Festa dupla
Além de 6 de outubro, também é comemorado o Dia do Prefeito em 11 de abril. Essa última data faz alusão ao dia em que foi criado o primeiro cargo de prefeito no Brasil - em 11 de abril de 1985, por meio da Lei 18, da então Assembleia Provincial Paulista.

No Senado Federal, tramita o Projeto de Lei da Câmara 92/2017, aprovado pelos deputados federais, que define a comemoração anual do Dia do Prefeito em 11 de abril, para todo o país. A instituição da data comemorativa tem a proposta, entre outros objetivos, de criar “consciência em relação ao valor do Município para a organização política, social e econômica da nação”.

Da Agência CNM de Notícias